Os principais hospedeiros são cães e gatos, por isso, é importante manter os animais com a vermifugação em dia
ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF
As fezes dos cães e gatos podem trazer diversos parasitas, um deles é o Ancylostoma braziliense e o Ancylostoma caninum, conhecido popularmente como bicho geográfico. Os ovos desse parasita são liberados nas fezes desses animais e eclodem no solo, liberando as larvas. A pele mesmo sem ferida e machucada, ou até mesmo o folículo capilar podem ser a porta de entrada para a infecção. Os primeiros sintomas são a coceira e vermelhidão no local.
Assim como os humanos, os cães e gatos são infectados quando entram em contato com larvas presentes no ambiente. Por isso, é importante manter os animais com a vermifugação em dia. Outro cuidado essencial é recolher as fezes do animal e evitar passear em locais que há presença humana para recreação, como parques públicos e infantis, quadras de esporte de areia e locais sabidamente conhecido como área de camping e pic-nic.
A Vigilância Ambiental orienta que o cuidado com o meio ambiente e os animais é a combinação que ajuda a manter os parasitas longe. Quando se pretende estar em locais públicos propícios a esse tipo de exposição, é necessário verificar a situação do ambiente e evitar andar descalço para prevenir a infecção.
Rodrigo Menna, gerente de Animais Vertebrados da Vigilância Ambiental, destaca que é importante a manutenção de ambientes coletivos em condomínios e lugares fechados em que é possível fazer esse controle. Já em locais públicos em que as pessoas costumam levar seus animais de estimação para passear junto, é importante recolher as fezes.
“Para evitar o bicho geográfico, orientamos que parques públicos com areia e em que crianças costumam brincar, é necessário manter os animais de estimação longe dali e com barreira física para evitar o acesso de animais abandonados. O vermífugo também precisa ser dado periodicamente porque os animais são contaminados ao comer coisas na rua ou ao cheirar as fezes de outros animais. Recomendamos ainda em parquinhos de areia que seja polvilhado cal periodicamente ou a vassoura de fugo (lança chamas), que pode matar as larvas e bactérias”, afirma.
Quando infectadas, as larvas sob a pele morrem geralmente após 5 a 6 semanas sem tratamento. No entanto, em alguns casos, pode levar mais tempo para a infecção desaparecer. O tratamento é simples e segue similar ao de micose de pele. O ponto vermelho e saliente na pele é o primeiro sinal da infecção, e denuncia o local onde a larva penetrou. Após isso, os sintomas podem aparecer logo após a infecção e segue por semanas. São eles:
– Coceira intensa que piora à noite;
– Linhas tortuosas e vermelhas;
– Inchaço;
– Sensação de movimento debaixo da pele.
Atendimento
Em caso de sintomas, deve-se procurar a unidade básica de saúde mais próxima da residência para ser avaliado pela equipe de saúde da família.
Leia a matéria no site: http://saude.df.gov.br/bicho-geografico-pode-ser-transmitido-pelo-solo-contaminado/
Fotos em anexo. Crédito: Breno Esaki/Agência Saúde DF